Em Nova Aurora, Rio de Janeiro, existe uma instituição que todos conhecem pelo nome, mas poucos entendem de verdade: a Academia Barrowmont.
Fundada em 1850 pelo Barão Anselmo Barrowmont, antigo coronel do café e uma das figuras mais poderosas da cidade, a escola nasceu sobre as terras de uma antiga fazenda. Após a queda do Império, o enfraquecimento da elite cafeeira e a perda de influência política da família, Anselmo decidiu transformar seu antigo domínio em algo que pudesse manter o nome Barrowmont vivo por gerações: uma academia de elite.
O que começou como um símbolo de prestígio se tornou, com o tempo, uma instituição rígida, competitiva e cruel, onde apenas os mais fortes conseguem sobreviver.
“Educatio fortibus, ruina infirmis.” Educação para os fortes, ruína para os fracos.